13.10.11

 

Sobre certo Patriotismo que hoje falta em Portugal




Anoto aqui uma breve reflexão sobre a necessidade, no presente imperiosa e finalmente, parece, percebida pelas elites nacionais, de os Portugueses se voltarem mais para a sua Cultura.



Desejo fundamentalmente sublinhar que, para fazer alguma coisa de válido pelo nosso País, é mister acalentar no mais íntimo do nosso ser um certo sentimento de afeição pela nossa Terra, pela nossa História, pela nossa Cultura, tomando, i.e., aceitando todo o seu legado, o bom e o mau, porém, procurando sempre inspiração no que, como Comunidade, como Nação, ao longo dos tempos, de melhor fizemos, evitando repetir ou fixar atenção no que foi mau, naquilo que não nos deve orgulhar, para não voltarmos a cometer erros ou acções desonrosas do mesmo tipo.



Os outros Povos não são melhores do que nós ou são-no numas coisas e já não o são se considerarmos outras, consoante o grau diferenciado de desenvolvimento económico, científico, cultural e social, que apresentem em determinado período histórico.



Rejeito exercícios de autoflagelação, férteis entre nós, e as autocríticas só as entendo num propósito redentor. Manter espírito aberto ao Mundo, sem renegar a nossa identidade, muito menos desenvolvendo descabidos complexos de inferioridade, eis a disposição que procuro seguir, com a coerência de que sou capaz.



Devemos defender com humildade, mas sem inibições, a nossa especificidade cultural e não esperar que outros o façam por nós, coisa que, como temos comprovado, dificilmente tem acontecido e como decerto também dificilmente acontecerá no futuro.



Mas, para isso, é preciso mais do que boa intenção; é preciso, da nossa parte, estudo, trabalho perseverante e respeitar, honrar o legado recebido dos nossos antepassados, que nos cumpre acrescentar, se para tanto nos favorecer o engenho e arte.



Todavia, se o não pudermos acrescentar, é nossa estrita obrigação, pelo menos, reconhecê-lo, estimá-lo e estudá-lo, para bem o conseguirmos divulgar entre gente estranha à nossa cultura, principalmente, mas, infelizmente também, para o levarmos ao conhecimento dos nossos próprios concidadãos, no presente, por acção de um degradado Sistema de Ensino, tão tristemente desligados da nossa matriz cultural.



Aqui deixo, por isso, um lema susceptível de nos orientar neste desejado propósito patriótico : humildade, no espírito com que abraçamos as tarefas, mas firmeza e orgulho nas acções a desenvolver.



AV_Lisboa, 13 de Outubro de 2011


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